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Lisboa lamenta a morte de António Chainho

António Dâmaso Chainho morreu hoje, 27 de janeiro, no dia em que faria 88 anos. A Câmara de Lisboa envia as mais sentidas condolências à família e amigos. 

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António Chainho nasceu em Setúbal, a 27 de janeiro de 1938, e iniciou a sua carreira de quase 60 anos, na década de 1960.

Mestre da guitarra portuguesa, consultor e colaborador do Museu do Fado “desde a primeira hora”, António Chainho dedicou-se “ao circuito tradicional das casas de fado e acompanhamento musical - de Hermínia Silva a Maria Teresa de Noronha, de Lucília do Carmo a Frei Hermano da Câmara ou a Carlos do Carmo, artista que acompanhou, durante duas décadas, pelos grandes palcos do mundo”, lembra o Museu do Fado.

A partir da década de 1980, começou “uma carreira em nome próprio, com temas originais”, e paralelamente “incentivando de forma sistemática, o ensino da guitarra portuguesa junto das gerações mais jovens”.

Em 2024, o guitarrista encheu a Praça do Município, em Lisboa, e marcou a sua despedida dos palcos com o concerto “Lisboa Saudade”.

Na ocasião, Carlos Moedas prestou homenagem ao mestre António Chainho: "A guitarra portuguesa não seria o que é sem o mestre, porque teve a coragem, como poucos, de mudar o destino da guitarra portuguesa. Mudou o destino, libertou a guitarra portuguesa”.

Em 2012, foi homenageado em Lisboa, com a atribuição da Medalha Municipal de Mérito, Ouro.

Em 2022, foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Na reunião do executivo de 28 de janeiro, foi aprovado, por unanimidade, um voto de pesar pela morte de António Chainho.

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